quinta-feira, 26 de março de 2020

PORTARIA Nº 001/2020: ADIAMENTO

Em cumprimento ao decreto nº 40.539, de 19 de março de 2020, do Governador do Distrito Federal, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus, a Diretoria da ARUC, ouvida a Comissão Eleitoral e o Conselho de Administração, ADIA, por tempo indeterminado, o Calendário Eleitoral, anteriormente divulgado. A Diretoria da ARUC vai acompanhar a evolução dos acontecimentos e das medidas restritivas determinadas pelo GDF e, quando possível, divulgará um novo calendário eleitoral.

Brasília, 26 de março de 2020
Moacyr de Oliveira Filho
Presidente

quarta-feira, 11 de março de 2020

Instalada a Comissão Eleitoral


A Comissão Eleitoral, encarregada de organizar o processo eleitoral para a renovação da Diretoria Executiva, do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal da ARUC, para o biênio 2020/2022, nomeada no último dia 3 março, foi instalada hoje, dia 9 de março.

Integrada pelos associados Fernando Tolentino de Souza Vieira (presidente) e Jansen Cabral Pimentel e Roberto Goulart Barbosa (Fitinha), (secretários), a Comissão recebeu todos os documentos relativos ao processo eleitoral, marcado para o próximo dia 26 de abril, das 9h00 às 12h00.

Nos termos do art. 25, parágrafos 1.o, 10.o e 14, do Estatuto Social, o edital de convocação da eleição será publicado no dia 26 de março. A partir dessa data, as chapas poderão ser inscritas, em formulário próprio, que pode ser obtido na Secretaria da ARUC, até às 20h00 do dia 21 de abril.

Os sócios beneméritos poderão quitar seus débitos, referentes à taxa anual de manutenção de 2019 e 2020, até o dia 24 de abril, para ter direito a voto, na Secretaria da ARUC ou com depósito na conta corrente da ARUC.

Moacyr de Oliveira Filho
Presidente

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Palavra do presidente

Foi lindo, foi histórico, foi a nossa cara, o desfile da ARUC ontem no Cruzeiro.
Mostramos mais uma vez que a nossa força é nossa comunidade e nossa sólida ligação com ela.
A ARUC desfila porque existe. Não é uma escola de samba que existe só para desfilar.
Em meu nome pessoal e em nome da Diretoria da ARUC quero agradecer a todos os nossos segmentos e componentes - Diretores, Harmonia, Bateria, Carro de Som, Passistas, Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Destaques, Velha Guarda, aos nossos parceiros, amigos e torcedores, às meninas do Batalá, pela participação especialíssima na nossa concentração, à Administração Regional do Cruzeiro, e especialmente à nossa comunidade, quem é quem nos dá força e energia para seguir lutando em defesa do samba, do Carnaval e da cultura popular, de janeiro a janeiro.
Muito obrigado a todos do fundo do meu coração azul e branco.
Vocês honraram, mais uma vez, a história, a tradição e o compromisso da nossa entidade com a nossa cidade, o samba, o esporte e a cultura.
Moacyr de Oliveira Filho
Presidente





Desfile da ARUC no Cruzeiro 2020.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Desfile pelo Cruzeiro 2020


A ARUC manteve seu compromisso com o carnaval e fez seu desfile pelo Cruzeiro na terça de carnaval, com presença da comunidade e muita alegria e samba no pé. Uma festa à altura de nossas tradições. Confiram o álbum completo com fotos de Rafael Fernandes clicando aqui.

Discurso do Vareta (25/02/2020)

Fotos da apresentação no Palco Brasília 60


Confiram os registros da apresentação desta segunda-feira de carnaval no Palco Brasília 60 em frente à Funarte. Clique aqui. Fotos de Rafael Fernandes.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Comemorações do carnaval em Brasília começaram antes mesmo da inauguração

por Darcianne Diogo, para o Correio Braziliense de 23/02/2020.

Há registros de celebração do carnaval em Brasília no ano em que a cidade se tornou oficialmente capital do país. Mesmo na Cidade Livre, antes de 21 de abril de 1960, era possível ouvir o batuque típico do período.

"O Cruzeiro era e continua sendo o berço do samba (em Brasília)", diz o aposentado Wellington Campos
(foto: Darcianne Diogo/CB/D.A Press)
A história da folia de Brasília nos primeiros anos da cidade permanece viva na memória de pioneiros. Na década de 1960, engenheiros, operários e
autoridades que viviam aqui em acampamentos formados por barracos de madeira agitaram a festa ao som das cuícas, dos surdos e dos tamborins. O primeiro carnaval da nova capital da República ocorreu oficialmente em 1961. Contudo, há relatos de que, antes mesmo da inauguração da cidade, em 21 de abril de 1960, era possível ouvir a batucada nas ruas da Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante.

A celebração do primeiro carnaval de Brasília começou pelos bailes populares nos clubes do Plano Piloto, como o Iate, o Minas Brasília e a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB). A Rodoviária do Plano, o Teatro Nacional e o Brasília Palace Hotel também foram palcos do agito. “No início, a influência do espírito carnavalesco da capital veio do Rio de Janeiro. Era uma festa mais tímida, em que predominavam as marchinhas, que, com o tempo, começaram a ser substituídas pelo samba e o axé”, relembra o funcionário público aposentado Wellington Campos, 65 anos, conhecido como Vareta.

Wellington mora há 59 anos na capital, e no mesmo lugar: o Cruzeiro Velho. O amor pelo carnaval começou ainda na infância. “O Cruzeiro era e continua sendo o berço do samba (em Brasília). Lembro que, naquela época, as festas de carnaval começavam em um sábado à noite, apenas para os adultos. Mas, aos domingo à tarde, eram feitos os bailes para crianças, as famosas matinês”, relembra.

"No período de Natal, já podíamos escutar os discos das escolas de samba tocando", conta Eduardo Monteiro
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
Atualmente, Vareta é responsável pela comissão de frente da Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc). Ele conta que, ainda criança, frequentava os bailes da escola de samba. “É impossível falar do carnaval de Brasília sem citar a Aruc. Fui criado dentro dela e permaneço até hoje. Aqui na escola, passei pelos cargos de tesoureiro, relações públicas e na bateria. Não há nada mais bonito do que você pesquisar, contar histórias, fazer um enredo e ver o resultado na apresentação na avenida. É gratificante”, conta.

A história da Aruc começa um ano após a inauguração de Brasília. Fundada em 1961, a escola de samba ganhou 31 dos 48 desfiles oficiais dos quais participou. Em uma sala reservada, os troféus e as fotografias da época enfeitam o espaço e reservam uma história digna de ser relembrada. Mesmo sem desfilar na capital há seis anos, os integrantes não desanimam e continuam fazendo a festa dos brasilienses. “É uma situação triste, mas sigo acreditando no melhor. As escolas têm as torcidas e nós temos a nossa. Estamos sempre em atividade, fazemos shows, feijoada e somos convidados para tocar em festas”, afirma Vareta.

O carnaval de 1962, na plataforma superior da Rodoviária
(foto: Arquivo CB/D.A Press)
Bailes

Mesmo sem ornamentação nas ruas, mas com muita animação nos salões, os bailes carnavalescos agitavam a cidade, e o reinado do Momo sempre foi respeitado. As festas promovidas nos clubes, na Rodoviária do Plano Piloto, no Teatro Nacional e no Brasília Palace Hotel atraíam inúmeros brasilienses, que faziam questão de vestir luxuosas fantasias.

Nelson Campos, 72, é diretor social do Iate Clube. Com carinho, ele relembra os festejos promovidos por lá. “No Iate, os bailes começaram no galpão de barcos da Náutica. Lembro que a primeira atração era a matinê das crianças e, quando chegava a noite, era a vez dos adultos, que se divertiam ao som das bandas musicais do Rio de Janeiro”, conta. “Eram feitas muitas premiações para os foliões mais animados da noite. O baile era tão alegre que ia até de manhã cedo. O clube servia um café da manhã no dia seguinte”, completa.

O produtor cultural Eduardo Monteiro, 60, chegou a Brasília no auge do carnaval na cidade, em 1965. À época, o principal evento momesco da capital levou 2 mil pessoas a lotarem os salões do Hotel Nacional. A grande atração, no entanto, era o concurso de fantasias, que trouxe 33 concorrentes do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte e de Recife, além dos participantes locais.

 “Meu pai era presidente do Clube dos Funcionários na época, hoje o Clube da Polícia Militar, e lá era possível ver a fervença das pessoas nas festas. O engraçado era que, ainda no período de Natal, já podíamos escutar os discos das escolas de samba tocando nas residências. Então, ao passar pelas ruas, cada família escutava um samba diferente. Era algo bom, contagiante e alegre”, recorda Eduardo.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Handebol Master da ARUC segue treinando


A equipe master feminina de Handebol da Aruc segue sua preparação para o Master Handball World, a ser disputado em maio na Croácia. Preparação forte em busca de importante torneio internacional, com treinos no Ginásio de Esportes do Cruzeiro e na APCEF.

A diretoria da ARUC tem buscado as parcerias, tanto com o poder público quanto na iniciativa privada, para viabilizar a viagem e demais despesas da comissão técnica e atletas. Queremos chegar em condições plenas de disputar o título. Rumo à Croácia!





domingo, 19 de janeiro de 2020

Moradores do Cruzeiro relembram a Rua do Lazer e o projeto Canta Gavião

Ações foram realizados entre os anos de 1980 e 1990 e população sonha em reviver iniciativas em 2020

por Cibele Moreira, do Correio Braziliense de 17/01/2020.

(foto: F Gualberto/CB/D.A Press)
A década de 1980 é relembrada com carinho pelos moradores do Cruzeiro. O período que marcou a cena cultural de Brasília também foi o auge das ocupações de entretenimento na região. Um dos pontos de encontro era a Rua do Lazer, realizada aos finais de semana. A iniciativa, proposta pelos próprios habitantes, contava com atividades lúdicas para as crianças, além de espaço para a prática de esporte. Na parte da tarde, um palco era montado, e artistas locais se apresentavam no projeto Canta Gavião.

O aposentado Francisco de Assis Aquino, 61 anos, lembra da época com carinho. “Foi um projeto muito bom e enriquecedor. A população se uniu para promover as atividades de lazer com jogos nas quadras, pintura de rosto para as crianças e ações regionalizadas”, conta Francisco, que sente falta do projeto. “O movimento se iniciou no final da década de 1970 e seguiu como algo mais frequente até os anos de 1990. Depois, as pessoas começaram a se mudar, o projeto foi ficando cada vez mais espaçado. A gente tem um desejo de retomar, mas ainda falta recurso para isso”, relata. De acordo com ele, a Rua do Lazer ocorria de forma itinerante no Cruzeiro Novo, Cruzeiro Velho e na Octogonal.
(foto: Canta Gavião - Aruc/Divulgação)

Nascido e criado no Cruzeiro, Rafael Fernandes de Souza, 42, tem uma memória afetiva da Rua do Lazer. “Eu costumava ir quando era criança. Lembro que eles colocavam um rolo de papel para a gente desenhar. Tinha jogos e brincadeiras também, eu adorava ficar lá”, recorda. Inspirado nos momentos da infância e da mente criativa de quando era criança, ele criou uma série de livros de super-herói, um deles premiado. “Eu gostava muito de desenhar e, aos 8 anos de idade, nasceu o personagem Dinâmico R, o super-herói do Cruzeiro, que fui amadurecendo a ideia depois”, explica o professor de história.

"Costumava ir quando era criança. Tinha jogos e brincadeiras. Adorava ficar lá"
Rafael Souza, professor de história
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Moradora da região há mais de 40 anos, Josy Almeida, 53, conta que as atividades eram uma forma que a comunidade tinha de abraçar a cidade. “É algo muito típico da época. Não tínhamos muitas opções de lazer, então criamos uma. Todo mundo conhecia todo mundo, a gente não tinha medo de ficar na rua. Era seguro”, relata a educadora. Para ela, foi a partir do projeto que se criou uma conscientização entre os jovens sobre uma convivência coletiva.

Origem
Precursor do projeto Canta Gavião e da Rua do Lazer, Robson Silva, 61, explica que a iniciativa surgiu de forma espontânea entre os jovens da época. “Tudo começou em frente à igreja Nossa Senhora das Dores. A gente queria um espaço para expor nossas ideias, e as crianças precisavam de alguma atividade de lazer que pudesse entreter no período da manhã, enquanto ocorria a missa. À tarde, aconteciam os shows com bandas e artistas da cidade”, conta Robson.

"A gente queria um espaço para expor nossas ideias, e as crianças precisavam de alguma atividade de lazer", Robson Silva, precursor do projeto
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
De acordo com ele, grandes nomes da música nacional passaram pelo palco do Canta Gavião. “Entre os artistas temos nomes como Cássia Eller, que era moradora do Cruzeiro, e o Renato Russo com a banda Aborto Elétrico.” O Canta Gavião era um dos pontos altos da cidade com uma diversidade cultural muito grande. A proposta cresceu tanto que se transformou no departamento cultural da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc).

Além da Rua do Lazer e do Canta Gavião, o Cruzeiro contava com o Cine Clube Gavião — uma parceria da Aruc com o Serviço Social do Comércio (Sesc) que promovia sessões de cinema ao ar livre. “O movimento passou a ser da comunidade com um leque ampliado de opções culturais. No ano passado, tivemos duas edições especiais, e a nossa ideia é retomar o projeto este ano”, ressalta Robson.

O desejo para que essa iniciativa retorne é unânime entre aqueles que vivenciaram o período de ouro no Cruzeiro. “Temos buscado apoio para que isso ocorra. A ideia é ter pelo menos quatro edições agora no ano de 2020”, expõe Rafael, que, desde 2007, integra a equipe do departamento cultural da Aruc.