segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Vídeo: Carnaval 1975 na W3 Sul

 

Um registro histórico do carnaval brasiliense. Naquele ano a Unidos do Cruzeiro seria campeã do desfile das Escolas de Samba com o enredo "Raízes do nosso povo".

O desfile azul

Crônica da Cidade, publicada no Correio Braziliense por SEVERINO FRANCISCO  em 15 fev. 2026 


Embora não esti­vesse pre­sente, senti a pul­sa­ção do des­file que a Aruc fez na sexta-feira pelo Cru­zeiro, por­que uma boa alma me repas­sou um vídeo do acon­te­ci­mento. Com quase 90 per­cus­si­o­nis­tas, a bate­ria Car­cará, coman­dada por mes­tre Leo­zi­nho, arre­ba­tou e con­ta­giou os inte­gran­tes da escola de todas as ida­des. Real­mente, foi uma festa comu­ni­tá­ria.

Além da rai­nha Verô­nica do Ama­ral na linha de frente, com mais de 40 pas­sis­tas, o des­file teve a pre­sença das senho­ras do bairro e de Dona Mar­lene Pinto Cer­queira, de 91 anos, Ala da Velha Guarda, Ala Ami­gos da Aruc, Ala da capo­eira e Ala Infan­til. No carro de som, puxando o des­file na voz, Kalebe Prín­cipe, André Sor­riso e Miriam Tassy.

Não entra­rei no mérito da falta de apoio para os des­fi­les ofi­ci­ais, que res­trin­gem a atu­a­ção da Aruc e de outras esco­las. Mesmo assim, desde 2015, a Aruc inventa uma maneira de rea­li­zar o tra­di­ci­o­nal Des­file de rua.

Neste ano, o des­file da Aruc teve as par­ti­ci­pa­ções espe­ci­ais das esco­las de samba Bola Preta de Sobra­di­nho e Aca­dê­mi­cos da Asa Norte. O impor­tante é que, com ou sem des­file ofi­cial, a escola des­fila todo ano na Ave­nida das Man­guei­ras, entre o Cru­zeiro Velho e o Cru­zeiro Novo.

De minha parte, tenho sim­pa­tia pela Aruc por várias razões. Quando ainda não havia repre­sen­ta­ção polí­tica, durante o perí­odo do regime de exce­ção ins­tau­rado pelos mili­ta­res, a Aruc era a ins­ti­tui­ção que lutava pelas rei­vin­di­ca­ções da comu­ni­dade do Cru­zeiro. Ela está na memó­ria afe­tiva de várias gera­ções de cru­zei­ren­ses pela atu­a­ção coti­dana na vida da cidade.

Em 1978, quando o Paco­tão era ape­nas uma vaga ideia na cabeça de alguns jor­na­lis­tas irre­ve­ren­tes e o bloco não tinha banda para ani­mar a folia, eles pro­cu­ra­ram

Sabino, então pre­si­dente da Aruc que, ime­di­a­ta­mente, libe­rou a bate­ria da escola para fazer a tri­lha sonora da sátira polí­tica bra­si­li­ense.

Ao fazer um exame, depois de pas­sar mal, em 2011, o meu amigo-poeta Rey­naldo Jar­dim, tal­vez mais impor­tante jor­na­lista cul­tu­ral da imprensa bra­si­leira, foi avi­sado pelos médi­cos de que pre­ci­sa­ria fazer um ‘pro­ce­di­mento”. Rey­naldo aler­tou à famí­lia: “Vai dar tudo certo, mas, se não der, cha­mem a bate­ria da Aruc”.

Como pre­via, ele não resis­tiu e mor­reu aos 84 anos. Por alguma razão, a Aruc não pôde ir ao veló­rio, mas em um sarau de sétimo dia, a bate­ria da escola com­pa­re­ceu e cum­priu o desejo de Rey­naldo: “Quero mor­rer numa batu­cada de bamba/Na cadên­cia bonita do samba”.

Recen­te­mente, fui a um hor­ti­fruti com uma camisa do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glau­ber Rocha, pre­sente de minha filha. Para minha sur­presa, des­per­tei a aten­ção de um fun­ci­o­ná­rio, um senhor muito edu­cado, que comen­tou: “Eu vi esse filme, conheço Glau­ber Rocha”.

Fiquei curi­oso e per­gun­tei em que cir­cuns­tân­cia ele havia entrado em con­tato com o cinema do Glau­ber e ele me disse: “Fre­quen­tei o Cine Clube Gavião, na Aruc, do Cru­zeiro”. Como se vê, a pre­sença da Aruc parte do samba, mas trans­cende o car­na­val. E a cul­tura con­tri­bui para for­mar seres huma­nos melho­res.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Cenas do Desfile de rua 2026

Uma grande festa e um ato de resistência cultural. Assim foi mais um desfile de rua da ARUC no Cruzeiro. A Avenida das Mangueiras foi tomada por nossa escola de samba e as co-irmãs Acadêmicos da Asa Norte e Bola Preta de Sobradinho para desfilar com muita energia na tarde de domingo, 8 de fevereiro, para abrir o nosso carnaval. Confiram algumas fotos do Campina (@galeranafoto).










Uma realização da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC) e do Instituto ARUC, com apoio do Quiosque Jeito Carioca e da Administração Regional do Cruzeiro. O desfile contou com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil e do Governo Federal, além do apoio de parceiros históricos da escola, como comerciantes locais, o Sindicato dos Bancários e a própria comunidade do Cruzeiro.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A folia não para no Cruzeiro Velho

Com desfiles de rua, muito samba e cultura, famílias e amigos aproveitam o pré-carnaval na região administrativa

Por Walkyria Lagaci, postado em 08/02/2026 17:31. CORREIO BRAZILIENSE

Thais veio prestigiar o desfile do Cruzeiro pela primeira vez com as amigas - (crédito: Walkyria Lagaci)

Domingo também é dia de festa para os amantes do carnaval. Mesmo quase uma semana antes do feriado, a diversão já é garantida nos bloquinhos brasilienses. No Cruzeiro Velho, a celebração começou as 14h, com o tradicional desfile de rua da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc), além das escolas de samba Acadêmicos da Asa Norte e Bola Preta de Sobradinho.

A servidora pública Thaís Passos, 45, foi com as amigas prestigiar o desfile pela primeira vez. “Confesso que eu nunca participei diretamente da comunidade do carnaval aqui do Cruzeiro, mas eu gosto muito de carnaval e então estou aproveitando esse ano para curtir mais um pouquinho”, contou. “Eu já vi o desfile da janela do meu quarto, mas hoje vim assistir de perto”, relatou.

O amor pela festa vem de anos para alguns foliões. A aposentada Daura Cunha, 78, veio com o marido para curtir o carnaval no Cruzeiro. “Eu sou paraibana e brincava muito carnaval quando era criança. Eu adoro e agora que moro em Brasília há muitos anos aproveito a festa aqui”, disse. “Acho o carnaval de rua muito interessante porque abrange todas as classes”, acrescenta.

Daura Cunha veio curtir o carnaval com o marido Roberto(foto: Walkyria Lagaci)

O samba está no pé da musa Thais Alvim, 34, desde muito cedo. “É uma paixão que veio do berço. Minha mãe é de Osvaldo Cruz [bairro do Rio de Janeiro] e a gente assistia os desfiles juntos em casa”, afirmou. A dançarina entrou na Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) em 2021 como passista e em 2024 foi nomeada musa junto com as amigas Júlia e Pietra. “Essa comunidade é muito incrível, é muita união entre mulheres, muita luta por representatividade, pela luta antirracista também”, destacou.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

ARUC leva o samba às ruas do Cruzeiro no dia 8

Desfile de rua reúne a comunidade e conta com a participação das escolas Acadêmicos da Asa Norte e Bola Preta de Sobradinho, aquecendo o Carnaval 2026


A tradição do samba vai tomar conta das ruas do Cruzeiro Velho no próximo domingo, 8 de fevereiro, quando a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC) promove seu tradicional desfile de rua, marcando o aquecimento para o Carnaval 2026 no Distrito Federal. A concentração está marcada a partir das 14h, na Quadra 6 do Cruzeiro Velho, com percurso pela Avenida das Mangueiras, em um evento gratuito e aberto a toda a comunidade.

Além da ARUC, o desfile de rua contará com a participação das escolas Acadêmicos da Asa Norte e Bola Preta de Sobradinho, que se unem à celebração levando suas baterias, alas e integrantes para reforçar o clima de confraternização e resistência cultural. A presença das agremiações simboliza a união das escolas de samba do DF em defesa da tradição carnavalesca e da ocupação do espaço público com arte, música e identidade popular.

Mais do que um cortejo festivo, o desfile reafirma uma tradição que acompanha a história do bairro desde a fundação da escola, em 10 de outubro de 1961. Para o presidente da ARUC, Robson Oliveira Silva, a saída da escola às ruas do Cruzeiro é um símbolo de resistência cultural e compromisso comunitário. “O desfile de rua da ARUC representa o comprometimento da escola com a sua comunidade. É uma tradição que vem desde quando éramos crianças, desde a fundação da escola. O Cruzeiro é o baluarte da arte em Brasília, e manter essa tradição é afirmar nossa identidade cultural”, destaca.

Fundada por cariocas transferidos do Rio de Janeiro para Brasília, a ARUC trouxe para o Distrito Federal a vivência do samba de raiz, transformando o Cruzeiro em um dos principais polos culturais da capital. Hoje, a escola é reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal e abriga, em sua sede, o Museu da Memória da ARUC, onde estão preservados os 31 troféus conquistados ao longo de sua trajetória.Maior campeã da história do carnaval brasiliense, a ARUC venceu 31 dos 49 desfiles oficiais dos quais participou e detém o recorde de octacampeonato entre 1986 e 1993 – marca superior, inclusive, ao histórico heptacampeonato da Portela, sua madrinha no Rio de Janeiro.

Sob a atual gestão, iniciada em 1º de maio de 2024, a escola tem passado por um processo de revitalização estrutural e fortalecimento de suas atividades culturais e esportivas. “Mesmo diante de dificuldades financeiras, seguimos com ensaios semanais, revitalizamos espaços da ARUC e mantemos projetos que transformam vidas por meio da cultura, do esporte e da inclusão social”, afirma Robson.

Um espetáculo para a comunidade

Para o desfile deste ano, a expectativa é de um espetáculo completo, com a força e a identidade que marcam a história da escola. A ARUC levará à avenida sua bateria Carcará, alas populares, ala das baianas, comissão de frente, destaques, três casais de mestre-sala e porta-bandeira, além de um carro de som com intérpretes completos e mais de 50 passistas. “Vamos mostrar para a nossa comunidade a força que é a ARUC para o Cruzeiro. Esse desfile é envolvimento, satisfação cultural e pertencimento”, reforça o presidente

A madrinha da escola e diretora do Departamento de Eventos, Nanda Classo, destaca o caráter afetivo e comunitário do desfile de rua. “É uma mistura de orgulho, responsabilidade e muito amor. O desfile de rua é essencial para manter a cultura viva. Ele é mais próximo, mais humano, mais acessível. É a ARUC se encontrando com o seu povo”, afirma.

Segundo ela, a expectativa é despertar no público sentimentos de alegria, orgulho e pertencimento. “Que as pessoas sintam que essa escola é delas, que saiam com o coração leve e com vontade de participar cada vez mais da ARUC”, completa.

Resistência cultural e apoio coletivo

Em um cenário marcado pela ausência de desfiles oficiais no Distrito Federal nos últimos anos, o desfile de rua cumpre um papel ainda mais simbólico. “As escolas de samba vivem uma realidade de resistência cultural. O desfile é o resultado de um trabalho anual de economia criativa, inclusão social, geração de emprego, educação e integração comunitária”, ressalta Robson.

A realização do evento é da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC) e do Instituto ARUC, com apoio do Quiosque Jeito Carioca e da Administração Regional do Cruzeiro. O desfile conta com patrocínio da Fundação Banco do Brasil e do Governo do Brasil, além do apoio de parceiros históricos da escola, como comerciantes locais, o Sindicato dos Bancários e a própria comunidade do Cruzeiro. “Sem esse apoio, nada disso seria possível. Mas também é fundamental destacar a dedicação dos nossos integrantes e voluntários, que fazem a ARUC acontecer todos os dias”, conclui o presidente.

SERVIÇO:

Desfile de Rua da ARUC 2026
Data: Domingo, 8 de fevereiro
Horário: A partir das 14h
Concentração: Quadra 6 do Cruzeiro Velho
Percurso: Avenida das Mangueiras
Evento gratuito e aberto ao público

domingo, 11 de janeiro de 2026

Com um a menos, Aruc vence o Paranoá na volta ao Candangão

O Time do Samba retornou ao Campeonato Candango após 23 anos e saiu do Estádio JK com vitória construída no primeiro tempo, graças a contra-ataque mortal finalizado por Pom Pom, além de postura sólida para resistir à pressão do Paranoá.

Foto: Diller Abreu/FFDF

A reestreia da Aruc na primeira divisão do Campeonato Candango BRB 2026 teve um desfecho praticamente irretocável. Na tarde deste sábado (10/1), o Time do Samba visitou o Paranoá, no Estádio JK, e superou adversidades para triunfar. Mesmo com um jogador a menos durante quase todo o segundo tempo, o Gavião esbanjou compactação defensiva e contou com gol de Pom Pom, ainda na etapa inicial, para largar na elite local com três pontos.

A história do retorno movimentou arquibancadas e produziu clima de festa, apesar do calor castigando jogadores de ambos os lados. A Cobra Sucuri tentou imprimir ritmo mais intenso. Contudo, a Aruc sustentou leitura apurada de jogo e encaixou posicionamento sólido por dentro. O resultado prolongou narrativa de reconstrução da equipe do samba com energia renovada e presença de atletas jovens apostando em velocidade.

O panorama coletivo também deixou clara postura madura de um elenco sem vivência recente na primeira divisão. A Aruc encontrou equilíbrio entre pegada física, transição ofensiva e atenção permanente atrás. O Paranoá teve posse em momentos longos. Entretanto, apresentou dificuldade na tomada de decisão em última parte do campo, empilhando finalizações longas sem direção perigosa.

Contra-ataque fulminante
O primeiro tempo entregou dinâmica aberta, com chegadas constantes e defesa da Aruc sob teste. A melhor resposta veio em lance de contra-ataque relâmpago aos 38 minutos, após escanteio mal cobrado pelo Paranoá. Dharllyson arrancou pela direita, conduziu com liberdade e acionou Pom Pom na entrada da área. O atacante bateu cruzado no contra pé do goleiro Márcio Fernandes e colocou vantagem no placar.

Foto: Diller Abreu/FFDF

O período inicial ainda registrou oportunidades importantes. A Aruc teve um lance de gol contra anulado após impedimento marcado pelo bandeira e viu Juninho ter finalização salva em cima da linha por defensor da Cobra Sucuri. O Paranoá respondeu com João Vitor entrando na área e finalizando em cima de Marcus Vinycius em lance cristalino antes do intervalo.

Resiliência e vitória
A segunda etapa começou com susto imediato para donos da casa. Hugo arriscou de longe, carimbou a trave e quase ampliou conta para o Gavião antes dos dois minutos. Em seguida, Renan recebeu passe açucarado, ficou livre e chutou por cima em chance desperdiçada que poderia ter decidido destino do jogo mais cedo.

O roteiro ganhou contornos dramáticos com expulsão de Adam aos sete minutos após entrada dura em Renê. Na batida da falta, Marcus Vinycius se esticou para espalmar. Com vantagem numérica, o Paranoá empurrou a linha de meio-campo para frente e acumulou cruzamentos e chutes de fora. O Time do Samba manteve concentração alta, amarrou a posse, gastou relógio e garantiu celebração histórica na volta ao Candangão depois de 23 anos de ausência.

Paranoá 0
Márcio Fernandes; João Vitor, Enos, Alex 🟨, Bebeto (Matheus), Vitor (Leo Santos), Joãozinho (Renê), Gabriel Luna (Paulo), Lopeu (Pedro), David e João Marcelo 🟨.
Técnico: Klésio Borges

Aruc 1
Marcus Vinycius; Jefferson, Adam 🟥, Vitor, Sebastyan 🟨 (Gabriel Rodrigues), Hugo, Pom Pom ⚽, Juninho (Arthur Lima), Renan (Luan), Yuri Medeiros (Arthur Rodrigues 🟨) e Dharllyson.
Técnico: Dedé Rodrigues

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Aruc volta à elite do Candangão após 23 anos com foco na permanência

Time do Samba reúne planejamento sólido, mãos novas de comissão e parte do elenco vindo do Riacho City após boa campanha na divisão de acesso com foco na permanência

Foto: Editoria de Arte/Distrito do Esporte

A Aruc está de volta ao convívio com principais forças do Distrito Federal. A longa ausência terminou após duas décadas fora da elite local. O Time do Samba, agora comandado por Dedé Rodrigues, renasce em ambiente renovado, com elenco maioritariamente construído a partir de destaques do Riacho City e alguns importantes remanescentes de 2025. A estratégia valorizou atletas habituados ao estilo físico da competição e relacionamento próximo com o treinador.

Dedé assumiu liderança técnica naturalmente. A chegada dele facilita entendimento do grupo, acelera ajustes e reduz ruídos no vestiário. O Time do Samba apostou em disciplina, repetição de movimentos e organização tática durante semanas de preparação. A comissão abraçou primeiro objetivo de temporada: permanência dentro da Série A do Candangão, passo essencial antes de ambições maiores. Entre os atletas que jogaram a primeira rodada da última Segundinha peça Onça Pintada, chegam o goleiro Marcos Vinycius e o atacante Dani Bocão, por exemplo.

A remodelagem do elenco buscou equilíbrio entre energia e vivência. A Aruc reduziu dependência de atletas emprestados de Brasiliense e Samambaia, movimento visto como avanço estrutural. Alguns atletas remanescentes da parceria formam a espinha dorsal do grupo. Neste caso, se destacam o lateral Hugo Mendes, o atacante Dharlysson e o meio-campista Yuri.

O time azul e branco pretende projetar identidade própria no regional, sustentada por jogadores contratados diretamente e, portanto, com vínculo emocional e técnico mais profundo. O Gavião destacou o amadurecimento gradual durante ensaios táticos e amistosos da pré-temporada. Os trabalhos começaram nos últimos dias de dezembro e seguiram até a véspera da reestreia na elite.

O clube usou redes sociais para mostrar apenas fragmentos do trabalho. Publicações recentes apresentaram tom de confiança e seriedade. Uma das mensagens sintetiza espírito adotado na virada de calendário: “Sol forte, gramado impecável e entrega constante. Cada passo feito carrega evolução. Encerramos ano com comprometimento. Trabalho representa começo de objetivos maiores. Seguimos firmes, focados e preparados. Dois mil e vinte seis já nos espera.” O discurso ressoa dentro do vestiário.

O Time do Samba encara retorno como reconstrução histórica. A luta central envolve escapar da zona de rebaixamento e pavimentar a permanência. A partir desse alicerce, o Gavião pretende mirar voos maiores e, pouco a pouco, restabelecer nome tradicional do Distrito Federal dentro de uma liga intensa e sem margem para desatenção.

Elenco da Aruc

Goleiros: Marcos Vinycius, Thaynan e Eduardo

Zagueiros: Adam Henrique, Lucena, Luan Berny, Juan e Kevin

Laterais: Hugo Mendes, Jefferson, Biro Biro, Yan, Danilo Titela e Davi Pit Bul

Meio-campistas: Yuri, Sebastyan, Gabriel Livinho, Juninho, Arthur Rodrigues, Arthur Lima, Neres, Athos Moreno e Enzo

Atacantes: Dharllyson, Pom Pom, Moreira, Kauã Luva, Rony, Stefan, Dani Bocão, Gleydson e Renan Berny

Técnico: Dedé Rodrigues

Agenda no Candangão

1ª Rodada
10 de janeiro
15h Paranoá x Aruc – JK

2ª Rodada
17 de janeiro
10h Aruc x Capital – Rorizão

3ª Rodada
21 de janeiro
Ceilândia x Aruc – Abadião

4ª Rodada
24 de janeiro
10h Sobradinho x Aruc – Defelê

5ª Rodada
31 de janeiro
16h Aruc x Brasília – Rorizão

6ª Rodada
7 de fevereiro
Brasiliense x Aruc – Serejão

7ª Rodada
11 de fevereiro
16h Aruc x Samambaia – Rorizão

8ª Rodada
21 de fevereiro
19h30 Gama x Aruc – Bezerrão

9ª Rodada
28 de fevereiro
16h Aruc x Real Brasília – Rorizão


Fonte: Site Distrito do Esporte, de 9/01/2026