A inscrição das chapas ocorre por meio de inscrição on-line pelo formulário:
https://forms.gle/umUjDGzmPS7VxnRh6
Clique no link acima e preencha os nomes conforme se pede.
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1º a 31/março - Prazo para inscrição das chapas ao pleito. (Art. 24. § 12)
A inscrição se dará por meio de formulário on-line disponível neste sítio oficial.
31/março - Prazo final para quitar as anuidades de Sócios Beneméritos e habilitar-se como eleitor. (Art. 24. § 11)
7/abril - Divulgação da lista definitiva de eleitores habilitados para eleição. (Art. 24. § 11)
26/abril (domingo) - Eleição e posse da Diretoria para o mandato 2026/2028. (Art. 24. Inciso I)
Um registro histórico do carnaval brasiliense. Naquele ano a Unidos do Cruzeiro seria campeã do desfile das Escolas de Samba com o enredo "Raízes do nosso povo".
Crônica da Cidade, publicada no Correio Braziliense por SEVERINO FRANCISCO em 15 fev. 2026
Além da rainha Verônica do Amaral na linha de frente, com mais de 40 passistas, o desfile teve a presença das senhoras do bairro e de Dona Marlene Pinto Cerqueira, de 91 anos, Ala da Velha Guarda, Ala Amigos da Aruc, Ala da capoeira e Ala Infantil. No carro de som, puxando o desfile na voz, Kalebe Príncipe, André Sorriso e Miriam Tassy.
Não entrarei no mérito da falta de apoio para os desfiles oficiais, que restringem a atuação da Aruc e de outras escolas. Mesmo assim, desde 2015, a Aruc inventa uma maneira de realizar o tradicional Desfile de rua.
Neste ano, o desfile da Aruc teve as participações especiais das escolas de samba Bola Preta de Sobradinho e Acadêmicos da Asa Norte. O importante é que, com ou sem desfile oficial, a escola desfila todo ano na Avenida das Mangueiras, entre o Cruzeiro Velho e o Cruzeiro Novo.
De minha parte, tenho simpatia pela Aruc por várias razões. Quando ainda não havia representação política, durante o período do regime de exceção instaurado pelos militares, a Aruc era a instituição que lutava pelas reivindicações da comunidade do Cruzeiro. Ela está na memória afetiva de várias gerações de cruzeirenses pela atuação cotidana na vida da cidade.
Em 1978, quando o Pacotão era apenas uma vaga ideia na cabeça de alguns jornalistas irreverentes e o bloco não tinha banda para animar a folia, eles procuraram
Sabino, então presidente da Aruc que, imediatamente, liberou a bateria da escola para fazer a trilha sonora da sátira política brasiliense.
Ao fazer um exame, depois de passar mal, em 2011, o meu amigo-poeta Reynaldo Jardim, talvez mais importante jornalista cultural da imprensa brasileira, foi avisado pelos médicos de que precisaria fazer um ‘procedimento”. Reynaldo alertou à família: “Vai dar tudo certo, mas, se não der, chamem a bateria da Aruc”.
Como previa, ele não resistiu e morreu aos 84 anos. Por alguma razão, a Aruc não pôde ir ao velório, mas em um sarau de sétimo dia, a bateria da escola compareceu e cumpriu o desejo de Reynaldo: “Quero morrer numa batucada de bamba/Na cadência bonita do samba”.
Recentemente, fui a um hortifruti com uma camisa do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, presente de minha filha. Para minha surpresa, despertei a atenção de um funcionário, um senhor muito educado, que comentou: “Eu vi esse filme, conheço Glauber Rocha”.
Fiquei curioso e perguntei em que circunstância ele havia entrado em contato com o cinema do Glauber e ele me disse: “Frequentei o Cine Clube Gavião, na Aruc, do Cruzeiro”. Como se vê, a presença da Aruc parte do samba, mas transcende o carnaval. E a cultura contribui para formar seres humanos melhores.
Uma grande festa e um ato de resistência cultural. Assim foi mais um desfile de rua da ARUC no Cruzeiro. A Avenida das Mangueiras foi tomada por nossa escola de samba e as co-irmãs Acadêmicos da Asa Norte e Bola Preta de Sobradinho para desfilar com muita energia na tarde de domingo, 8 de fevereiro, para abrir o nosso carnaval. Confiram algumas fotos do Campina (@galeranafoto).
Uma realização da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC) e do Instituto ARUC, com apoio do Quiosque Jeito Carioca e da Administração Regional do Cruzeiro. O desfile contou com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil e do Governo Federal, além do apoio de parceiros históricos da escola, como comerciantes locais, o Sindicato dos Bancários e a própria comunidade do Cruzeiro.
Por Walkyria Lagaci, postado em 08/02/2026 17:31. CORREIO BRAZILIENSE
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| Thais veio prestigiar o desfile do Cruzeiro pela primeira vez com as amigas - (crédito: Walkyria Lagaci) |
Domingo também é dia de festa para os amantes do carnaval. Mesmo quase uma semana antes do feriado, a diversão já é garantida nos bloquinhos brasilienses. No Cruzeiro Velho, a celebração começou as 14h, com o tradicional desfile de rua da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc), além das escolas de samba Acadêmicos da Asa Norte e Bola Preta de Sobradinho.
A servidora pública Thaís Passos, 45, foi com as amigas prestigiar o desfile pela primeira vez. “Confesso que eu nunca participei diretamente da comunidade do carnaval aqui do Cruzeiro, mas eu gosto muito de carnaval e então estou aproveitando esse ano para curtir mais um pouquinho”, contou. “Eu já vi o desfile da janela do meu quarto, mas hoje vim assistir de perto”, relatou.
O amor pela festa vem de anos para alguns foliões. A aposentada Daura Cunha, 78, veio com o marido para curtir o carnaval no Cruzeiro. “Eu sou paraibana e brincava muito carnaval quando era criança. Eu adoro e agora que moro em Brasília há muitos anos aproveito a festa aqui”, disse. “Acho o carnaval de rua muito interessante porque abrange todas as classes”, acrescenta.
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| Daura Cunha veio curtir o carnaval com o marido Roberto | (foto: Walkyria Lagaci) |
O samba está no pé da musa Thais Alvim, 34, desde muito cedo. “É uma paixão que veio do berço. Minha mãe é de Osvaldo Cruz [bairro do Rio de Janeiro] e a gente assistia os desfiles juntos em casa”, afirmou. A dançarina entrou na Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) em 2021 como passista e em 2024 foi nomeada musa junto com as amigas Júlia e Pietra. “Essa comunidade é muito incrível, é muita união entre mulheres, muita luta por representatividade, pela luta antirracista também”, destacou.