
Saímos então à procura nos quartéis, delegacias e Polícia Federal. Demorou a descobrirmos o que tinha acontecido. Thió fora seqüestrado covardemente por agentes da repressão e além de ser agredido, simplesmente por que foi simpatizante de um partido de esquerda, ficou nos porões da ditadura no Rio e em Brasília durante muito tempo, sendo torturado pelos monstros do regime. Perdeu o emprego e nada ficou provado contra ele. Conseguiu voltar depois de muitos anos ao nosso convívio e foi reintegrado à gráfica do Senado. Atuou por mais algum tempo na ARUC e retornou ao Rio de Janeiro onde reside até hoje.
Mesmo depois de muito sofrimento, Thió conseguia manter a calma e era sempre consultado por todos os presidentes que passaram pela ARUC. Era meu amigo pessoal, além de ser um confidente, sabia ouvir e sempre tinha um encaminhamento para solucionar os problemas que a vida nos apresenta. Foi uma lição para todos nós que convivemos com ele. Deixou um grande legado para nossa entidade que foi a correção com que tratou as questões administrativas e financeiras, sendo um exemplo de humildade.
Helio dos Santos, com colaboração de Rafael Fernandes
Minhas histórias na ARUC
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