sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Figurinos da ARUC para 2012 - (6)




Apresentamos hoje mais um figurino da ARUC para o Carnaval 2012, com o enredo Portinari, as cores e as caras do Brasil.



ALA 6 - LEGIÃO DE HONRA DA FRANÇA

A fantasia, nas cores azul, vermelho e branco, representa a Legião de Honra da França, que Portinari recebeu do governo francês, em 1946, depois de uma vitoriosa exposição na Galeria Charpentier, em Paris, que teve grande repercussão em toda a Europa;



Ensaios da Bateria

A bateria retoma os ensaios para o carnaval a partir deste domingo. Os ensaios ocorrem sempre das 14h às 16h na Quadra da ARUC sempre aos domingos. Podem participar tanto iniciantes quanto ritmistas já experientes.

O enredo da ARUC para 2012 é "Portinari, as cores e as caras do Brasil"

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Hino da ARUC

Está chegando o dia. A ARUC completará seus 50 anos no dia 21 de outubro com uma grande festa. E para celebrar esta rica história, vamos mostrar alguns dos sambas-enredos que marcaram a trajetória da supercampeã do carnaval de Brasília.
Para começar, apresentamos o hino da ARUC, já apresentado aqui no aniversário do ano passado.


Handebol juvenil e junior - bicampeão do Brasil


Correção: Na foto equipe junior.

O handebol da ARUC atravessou uma fase brilhante no final dos anos 80 e na década de 90. Foram várias conquistas nível local e interestadual em um trabalho de alto nível dos professores Marcelo e Abelardo.

Em 1990 a ARUC foi disputar o campeonato brasileiro júnior, na cidade de Simão Dias/SE. No ano anterior a equipe havia conquistado o título na cidade de Santo André/SP e competiu com o time renovado. Chegando na cidade nos deparamos com uma realidade dura e cruel. Ficamos alojados em um colégio que não tinha banheiros, sendo improvisado na área externa cercada por uma lona um cano para os atletas tomarem banho e o pior ainda estava por vir. A alimentação era simplesmente macarrão, arroz e carne de bode, comida que não estávamos acostumados. Tão logo anoitecia o alojamento improvisado concentrava uma quantidade enorme de morcegos.

No primeiro dia marquei uma reunião com a comissão técnica e os atletas e expus que a realidade era aquela, até porque a cidade não oferecia alternativa e que só bastava agora lutar para superar as adversidades e conquistar o bicampeonato brasileiro.

A cidade tem um ginásio para aproximadamente 3.000 pessoas e em todos os jogos estava lotado. Isso fez com que o time esquecesse as precárias condições e se superasse dentro da quadra.

Na fase classificatória a ARUC venceu as quatro partidas com larga diferença no placar e foi para a final com o time da casa, em um jogo muito disputado e ginásio super lotado. A ARUC jogou uma partida perfeita e venceu por uma diferença de sete gols, tendo ainda o artilheiro Guinho e o melhor atleta, Túlio.

Mais uma vez prevaleceu o espírito cruzeirense de superar adversidades e conquistar vitórias consideradas improváveis. Foi para mim uma das maiores felicidades a frente da nossa entidade, pois os atletas provaram na quadra o amor e o orgulho que tinham em defender a nossa ARUC.

Helio dos Santos, com colaboração de Rafael Fernandes
Minhas histórias na ARUC

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Figurinos da ARUC para 2012 - (5)



Disponibilizamos hoje mais um figurino da ARUC para o Carnaval 2012, com o enredo Portinari, as cores e as caras do Brasil.



ALA 5 - O MONUMENTO RODOVIÁRIO

A fantasia representa os painéis para o Monumento Rodoviário, na Via Dutra, executados por Portinari em 1936, mostrando os trabalhadores construindo uma rodovia e revelando, pela primeira vez, a sua vocação muralista.

Futsal juvenil e aspirante – os times que jogavam por música

Juvenil
Na foto: Alfredo Guedes, Taco, Ari, Ricardo, Careca e Gilson. Monga, Carlos, Flávio, Silvio e Gildo.

Em 1981 a ARUC montou um grande time para disputar o campeonato juvenil de Brasília, sob o comando do atleta da equipe principal Zequinha. O time fez uma campanha brilhante e foi para a final contra a AABB. Na semana que antecedeu o jogo decisivo, os dirigentes da equipe adversária pediram para adiar a final dando alegações sem sentido e que no fundo, eles queriam contar com seu melhor atleta, o pivô Galo, que cursava Arquitetura na UERJ.

De imediato concordamos, porque o título só teria um gosto especial com o adversário completo. A final foi na quadra da ASCADE totalmente lotada, com a torcida da ARUC prestigiando em peso. Perdemos nos pênaltys.

Nos dois anos seguintes fizemos a final contra o mesmo time em partidas memoráveis de toda equipe, sob o comando do experiente treinador Alfredo Guedes, com a equipe sagrando-se bicampeã de Brasília.

AspiranteNa foto: Cláudio Buru, Carlos João, Cléber, Beto, Feijão, Bira e Pinóquio.
Betinho, Taco, Gaúcho, Nando, Jair, Gildo, Careca e Sinval. (Jorge Testa)

Esta foi uma categoria criada para os jogadores que completavam a idade para a equipe juvenil e não tinha ainda oportunidades na equipe principal. Isso fez com que a ARUC montasse um verdadeiro timaço, chegando ao ponto dos times adversários desistirem do campeonato porque a ARUC só ganhava de goleada, tendo uma partida com o placar de 23x0.

Do grupo de times campeões da ARUC neste período, os atletas Gildo e Luís Pinóquio brilharam no futsal espanhol durante muitos anos e outros atletas só não foram para o exterior porque optaram por trabalhar e estudar.

Nas duas equipes o grupo de atletas era em sua maioria do Cruzeiro Velho e Novo, oriundos da escolinha da ARUC. Havia uma dedicação muito grande de toda a equipe e um empenho maior ainda nos treinamentos. Sabíamos que tínhamos de vencer dentro e fora da quadra, porque éramos um time de uma cidade abandonada e de uma escola-de-samba.

O transporte dos atletas era feito em uma Kombi, variando do Seu Bill, João Beiçola e o velho Chefia. O retorno dos jogos era uma festa, sempre comemorando uma vitória ao som do que eu considero o segundo hino da ARUC “O que é, o que é” de Gonzaguinha.

Todos cantavam em especial o refrão “Viver! / E não ter a vergonha / de ser feliz / cantar e cantar e cantar / A beleza de ser / um eterno aprendiz...


Helio dos Santos, com colaboração de Rafael Fernandes
Minhas histórias na ARUC

Marly e o coração de pedra

Se tem uma pessoa na história da ARUC que sabia cantar todos os sambas-enredos até o seu falecimento, uma delas era minha irmã Marly. Ela participou da fundação da ARUC e desfilou na Harmonia e na Ala das Baianas. A lembrança que tenho da minha irmã era de todos os dias, no fim da tarde, quando ia tomar banho, começava a cantar sambas-enredos e sambas de terreiro da ARUC. Uma vez ou outra “Deixa eu te amar” do Agepê e “Mulheres” do Martinho da Vila.

Ela sempre me cobrava a presença do Agepê na ARUC. Quando já estava quase certa a sua presença em um show ele veio a falecer. Um dos sambas da ARUC que a Marly mais gostava era “Coração de Pedra”, cujo trecho da letra que me lembro era assim:

TUA BELEZA NÃO DEDUZ
REALMENTE QUEM TU ÉS
O PERDÃO TU NÃO TERÁS
NEM QUE UM DIA VENHA DE JOELHOS AOS MEUS PÉS
A TUA INGRATIDÃO FOI DE MAIS
MAGOASTE A QUEM TANTO TE FEZ BEM
CORAÇÃO DE PEDRA NÃO GOSTA DE NINGUEM
DEITE UM LAR TÃO LINDO
TU DESPREZASTES...

Não consegui até hoje identificar o autor e a letra completa. Caso alguém sabe como ela continua, por favor, envie para o e-mail da ARUC (aruc.df@gmail.com)

Esse com certeza foi um dos maiores sambas de terreiro da nossa ARUC e nada mais justo do que lembrá-lo no momento em que completamos cinqüenta anos.



Helio dos Santos, com colaboração de Rafael Fernandes
Minhas histórias na ARUC