domingo, 4 de fevereiro de 2018
ARUC no Brasília Samba Show
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Dhi Ribeiro se apresenta no Baile azul e branco neste sábado
A cantora inicia as comemorações de carnaval na sede da Aruc
| Dhi Ribeiro comanda a segunda edição do Baile Azul e branco |
Serviço
Baile azul e branco
Sede da Aruc (Cruzeiro Velho). Sábado (3/2), às 20h. Com Dhi Ribeiro, Marcelo Sena, Banda Bateria Ritmo Quente e escola de samba Aruc. Entrada a R$ 25 (individual). Informações: 99103-8323.
Classificação indicativa livre.
Sem desfile, escolas de samba do DF se reinventam para manter tradição viva
Evento realizado hoje, a partir das 19h, é o primeiro "ensaio" para o retorno das agremiações à programação do carnaval de Brasília.
Neste carnaval, o Distrito Federal completa quatro anos sem desfile das escolas de samba. A última vez emque as agremiações da capital se apresentaram na avenida foi em 2014, quando elas contaram com repasse governamental para a folia. Em 2017, em uma tentativa de reanimar os integrantes das escolas, algumas saíram às ruas ao lado de blocos carnavalescos. Agora, em um passo um pouco maior, seis das agremiações do Grupo Especial se reúnem hoje, a partir das 19h, no evento gratuito Brasília Samba Show, que será realizado em espaço montado entre a Torre de TV e o Complexo Cultural da Funarte, no Eixo Monumental.
A festa segue os moldes do Encontro do samba, realizado em janeiro na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nele, as 13 escolas do Grupo Especial subiram ao palco ao lado de sambistas como Martinho da Vila, Diogo Nogueira e Alcione. A versão brasiliense reunirá as seis escolas em uma apresentação e contará com os shows dos cantores Mart’nália e Xande de Pilares.
O Brasília Samba Show conta com um investimento de R$ 955 mil, que integra o valor da verba total de R$ 5 milhões do governo para o carnaval 2018, e será destinado à estrutura e ao cachê das escolas (cada uma recebe R$ 100 mil). “Os repasses para as escolas estão em fase de processamento e correndo conforme os prazos legais de contratações realizadas pelo poder público. As agremiações têm conhecimento desses prazos e de que eles estão condicionados, inclusive, à entrega da documentação que elas estão providenciando”, afirma a Secretaria de Cultura em nota.
A decisão pelo evento é resultado de uma comissão montada, no ano passado, com integrantes de secretarias governamentais, como as pastas de Cultura e Turismo, e representantes das escolas de samba para discutir a presença das agremiações no carnaval. “Lógico que não era o que queríamos, queríamos a volta dos desfiles. Buscamos alternativas, mas quando você fica tantos anos sem ter movimento, você perde esse meio de negociação junto aos empresários”, afirma Geomar Leite, presidente da Liga das Escolas de Samba e também da Águia Imperial de Ceilândia.
Sem o desfile, as escolas se agarram ao evento de hoje e à esperança de um retorno ao carnaval brasiliense em 2019. “Escola de samba que não desfila, morre. Foi o que nos sobrou, nós que somos a parte mais fraca dessa relação”, afirma Jansen Melo, presidente da Acadêmicos da Asa Norte. “Se você não tem desfile, você fere a alma da entidade e promove uma situação de muita dificuldade, porque as pessoas se afastam. Então, quatro anos sem desfile é um golpe muito duro em uma escola”, completa Moacyr Oliveira, o Moa, presidente da Aruc.
Na apresentação desta noite, as agremiações levarão de 80 a 100 componentes, como mestre-sala e porta-bandeira, baianas, destaques de alas e integrantes da bateria. A maioria delas preparou novas fantasias e sambas-enredos de anos anteriores para o show que terá duração de até 50 minutos cada escola. “É bom dizer que não será um desfile, mas uma apresentação de todas as escolas. Estamos preparando novidades para a festa”, afirma Denise dos Santos, presidente da União da Vila Planalto e Lago Sul.
| Moa, presidente da Aruc, propõe uma mudança no formato dos desfile para 2019 |
Durante alguns anos, as escolas de samba foram consideradas o ponto alto do carnaval brasiliense, com a presença de nomes como o do famoso carnavalesco Joãosinho Trinta, e até a promessa de um sambódromo, que teve um projeto feito por Oscar Niemeyer, mas que nunca saiu do papel. A presença das agremiações também tem forte influência no polo de samba que a capital federal se tornou, por conta da tradição das escolas e do espaço para rodas de samba. “As escolas de samba são fundamentais, são uma manifestação de cultura popular e precisam ser apoiadas”, afirma Moa, da Aruc.
Fortes em locais como Rio de Janeiro e São Paulo, as agremiações têm como função, muito mais do que apenas desfilar na folia, servir de apoio social às comunidades em que estão. “As escolas não existem sem uma comunidade. Elas têm a função do fazer social e cultural. Para que cumpram verdadeiramente a sua função, elas precisam, por exemplo, de uma sede, onde possam ensinar e capacitar a comunidade”, analisa Geomar Leite.
Atualmente, das seis escolas do Grupo Especial, apenas três possuem sedes ativas. São elas: Acadêmicos da Asa Norte, Aruc e Águia Imperial — as duas últimas com terrenos cedidos pelo GDF. O fato de possuírem um espaço é um facilitador para que as agremiações façam eventos a fim de arrecadar verbas e promovam ações educativas e sociais. “Como temos imóvel próprio e somos uma escola campeã, nós ainda nos viramos, com shows e apresentações. A gente aluga o espaço para poder sobreviver”, explica Jansen Melo, da Asa Norte.
Na Unidos do Cruzeiro, a função é parecida. De acordo com Moa, a escola promove feijoadas, shows, rodas de samba e possui um espaço dedicado ao esporte. “A Aruc, que é uma entidade tradicional com 56 anos de vida e é patrimônio cultural da humanidade, com muito esforço, a gente mantém uma programação o ano inteiro, com atividades esportivas e culturais”, completa. Na Águia Imperial, o movimento é similar. Com um terreno concedido pelo governo, o espaço é usado para profissionalização da comunidade de Ceilândia e do Sol Nascente. “Atualmente, temos 300 alunos que fazem aulas de capoeira, zumba, artes marciais, violão, ginástica, tudo de forma gratuita. Temos feito a nossa parte de servir à população”, conta Geomar Leite.
A escola Império do Guará é uma das entidades que possui um espaço cedido pela Terracap. No entanto, devido a problemas na última gestão, a sede ainda não está disponível. “Estou tentando a segunda via da documentação para que a gente possa limpar a área e começar a trabalhar. Estamos correndo atrás desse local, que dará conforto à comunidade. Lá queremos colocar aulas de costura, informática e reforço, além de promover eventos culturais”, revela Edivaldo da Silva, no Império da Guará.
Sem sede oficial, a União da Vila Planalto e Lago Sul é uma das escolas que sofre com a situação. “É ruim, porque a gente não desenvolve o trabalho que pretende fazer na comunidade, que é o trabalho social. Mas nós temos trabalhado com os idosos e com a igreja da região”, explica Denise dos Santos, presidente da instituição. De acordo com ela, a escola também apoia a grupos de samba locais, como o Bafafá e Grupo Magia.
Futuro da folia
Apesar de não ter uma situação definida para 2019, as escolas têm esperança de um retorno à avenida no próximo ano. “Queremos que as escolas voltem a fazer os desfiles e também tenham responsabilidade com o social e com o dinheiro público. O carnaval é sempre um momento de geração de emprego”, analisa Denise dos Santos.
De acordo com Geomar Leite, presidente da liga, um dos primeiros passos é repensar o formato do carnaval das escolas de samba. “Essa é uma discussão que precisamos fazer. Mas também é preciso uma resposta no sentido da profissionalização e apoios tanto da iniciativa privada quanto do governo”, comenta.
Moa propõe a redução do número de escolas. Atualmente, o carnaval conta com seis agremiações no Grupo Especial e dez no Grupo de Acesso. “A palavra, para mim, é renascimento. Eu defendo que se promova um enxugamento das escolas para no máximo oito, que seriam as escolas mais tradicionais. O restante pode se unir. Assim teremos entidades fortes e consolidadas, que tenham atividades o ano todo. Não tem mais sentido ter tantas escolas de samba em Brasília”, afirma.
Jansen Melo concorda: “Brasília não comporta mais de seis escolas. Nesse sentido, a decisão do governo está correta e apoiamos nesse aspecto”. Para Edivaldo da Silva, é necessário que Brasília passe por uma fortificação, como aconteceu em São Paulo. “São Paulo tinha um carnaval bem fraco, eles melhoraram muito quando ganharam o sambódromo”, conta.
Brasília Samba Show
Espaço montado entre a Torre de TV e o Complexo Cultural da Funarte, no Eixo Monumental. Hoje, às 19h. Com apresentação das seis escolas de samba do DF e shows dos cantores Mart’nália e Xande de Pilares. Entrada franca. Classificação indicativa livre.
Programação
» 19h Escola Império do Guará
» 19h40 - União da Vila Planalto e Lago Sul
» 20h20 - Aruc
» 21h10 - Martn’ália
» 22h30 - Bola Preta de Sobradinho
» 23h10 - Águia Imperial de Ceilândia
» 23h50 - Acadêmicos da Asa Norte
» 0h40 - Xande de Pilares
*Horários sujeitos a alteração
Celebração
O grupo 7 na Roda promove, desde o ano passado, o projeto Enredos de samba, em que presta homenagem às agremiações da cidade. Unidos do Varjão e Acadêmicos da Asa Norte já foram celebradas. A programação segue ainda pela Águia Imperial de Ceilândia (16 de fevereiro), Aruc (23 de fevereiro) e Bola Preta de Sobradinho (2 de março).
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Brasília Samba Show
domingo, 28 de janeiro de 2018
Portela: Tributo à vaidade
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Mesmo sem desfile oficial das escolas de samba ,ARUC tem intensa programação no Carnaval
https://7minutos.com.br/, 15 de janeiro de 2018
A ARUC será homenageada por dois blocos de rua do Carnaval de Brasília – o Suvaco da Asa e o Virgens da Asa Norte, e vai participar dos desfiles desses blocos, nos dias 20 e 27 de janeiro
Mesmo sem o desfile oficial das escolas de samba, pelo quarto ano consecutivo, a ARUC, mais tradicional escola de samba da cidade, maior campeã do carnaval de Brasília e Patrimônio Cultural Imaterial do DF, fiel ao seu compromisso em defesa do samba, do Carnaval e da cultura popular, terá uma extensa programação no Carnaval 2018.
A ARUC será homenageada por dois blocos de rua do Carnaval de Brasília – o Suvaco da Asa e o Virgens da Asa Norte, e vai participar dos desfiles desses blocos, nos dias 20 e 27 de janeiro, numa demonstração de que a polarização entre blocos de rua e escolas de samba, criada por alguns burocratas da cultura e do turismo, é falsa e artificial. Blocos de rua e escolas de samba sempre estiveram unidos em defesa do Carnaval, da alegria e da cultura popular.
Vale lembrar que a ARUC, em 1978, por exemplo, apoiou a criação do Pacotão e sempre participou dos desfiles do bloco, nos
seus anos de glória, nas décadas de 70 e 80.
No dia 20 de janeiro, a ARUC realiza seu Ensaio Geral para o Carnaval 2018, junto com o Bloco Fio Desencapado e sua Bateria Furiosa, numa grande festa que vai comemorar, também, os 2 anos do Consulado da Portela no DF, com a participação especial de Gilsinho, intérprete oficial da Portela, a atual campeã do carnaval carioca.
[A festa começa às 18 hora e terá, também, as participações da Bateria Ritmo Quente e da Ala Show da ARUC e do sambista Cláudio Roberto & Banda.
Os ingressos custam R$ 20,00 e já estão à venda na Secretaria da ARUC.
No dia 2 de fevereiro, a ARUC se apresenta, junto com outras escolas co-irmãs, do evento oficial do GDF, entre a Sala Funarte e a Torre de TV, a partir das 19 horas, que terá, também, shows de duas atrações nacionais, ainda em fase final de negociação.
No dia 3 de fevereiro, a ARUC participa do Pauta na Rua, bloco dos jornalistas do Correio Braziliense, a partir das 16 horas, no estacionamento do jornal, e à noite, a partir das 21 horas, realiza, em sua quadra, o 2º Baile Azul e Branco, com Dhi Ribeiro & Banda, Bateria Ritmo Quente e Ala Show da ARUC, desfile de fantasias e outras atrações, resgatando o clima dos antigos Carnavais.
E no domingo e segunda-feira de Carnaval, dias 11 e 12 de fevereiro, às 17 horas, a ARUC se apresenta no Carnaval do CCBB.
Para o presidente da ARUC, Moacyr Oliveira Filho, o Moa, essa agenda de eventos carnavalescos mostra a força da ARUC e do Carnaval de Brasília.
“Mesmo sem atingir nosso principal objetivo, que é a volta dos desfiles oficiais das escolas de samba, a ARUC mostra sua força e a sua tradição no Carnaval de Brasília, mantendo firme a bandeira do samba, do Carnaval e da cultura popular. É impossível falar de Carnaval em Brasília, sem falar da ARUC”, afirmou.
Mesmo após 4 anos sem investimentos do governo, luta pelo samba continua
Por Mayara Subtil, Correio Braziliense de 11/01/2017
A crise dos desfiles das escolas de samba do Distrito Federal se arrasta há quatro anos. Apesar da falta de previsão de investimento do governo, organizadores acreditam em um retorno das apresentações de rua
A última vez que houve investimento destinado ao carnaval brasiliense foi em 2014. No total, as escolas receberam mais de R$ 5 milhões para a festa (veja Verbas). Além da falta de investimento, as escolas devem mais de R$ 2,5 milhões aos fornecedores que auxiliaram no desfile de 2015, que não foi realizado. Hoje, Brasília conta com 21 agremiações filiadas à União das Escolas de Samba e Blocos de Enredo de Brasília (Uniesb).
O presidente da Uniesb, Geomar Leite, o Pará, acredita que a situação pode melhorar. “Em quatro anos de governo, são quatro anos sem desfiles. Não vi nem mesmo um repasse. Em 40 anos de carnaval brasiliense, isso nunca aconteceu”, frisou. “Enquanto tiver samba, o carnaval está vivo. Temos essa luta de manter uma cultura popular, que é patrimônio cultural brasileiro. E o Estado precisa garantir isso”, completou.
A garantia vem da Lei nº 4.738/2011. O decreto institui o carnaval como evento oficial do DF e menciona, ainda, que precisa ser “organizado, gerido e apoiado financeiramente pela Secretaria de Estado de Cultura do DF”. A legislação ressalta, inclusive, que os desfiles das escolas de samba, assim como os blocos de enredo e carnavalescos tradicionais, são garantidos graças ao orçamento da capital.
A Secretaria de Cultura informou, em nota, que custear os desfiles tem sido insustentável para o governo. Com os cofres públicos no vermelho, o Executivo local não tem como arcar com o evento. Porém, apoia a volta da programação carnavalesca e “estuda meios de as agremiações captarem recursos ao longo de todo o ano, com eventos, oficinas e parcerias com a iniciativa privada”.
Recomeço
Os quatro espaços da Aruc — galpão de ensaio, confecção de carros alegóricos, lazer e eventos —, distribuídos em uma área de 32 mil metros, estão vazios. “Nessa época, estaríamos correndo com os preparativos. Hoje, nem fantasias temos para contar história, mas quero que o samba volte”, ressaltou Moa. Para os desfiles, a escola contava com uma equipe de mais de mil pessoas, entre costureiras, músicos, coreógrafos e desenhistas. Hoje, há 50.
Por causa disso, a Aruc mantém parceria com blocos de rua. Neste ano, o grupo do Cruzeiro desfilará com o Suvaco da Asa, as Virgens da Asa Norte e o Fio Desencapado. “Não é pela crise. Essa polêmica de que carnaval em Brasília é só bloco não existe. Os organizadores que nos procuraram. E a parceria vai continuar”, reforçou Moacyr. A Aruc também se prepara para se apresentar no evento organizado pelo governo.
Outra tradicional escola de samba que marcará presença na Torre de TV em 2 de fevereiro é a Acadêmicos da Asa Norte, que faz a alegria dos brasilienses há 49 anos. Entre 2012 e 2014, sagrou-se tricampeã da folia candanga. Porém, o presidente da agremiação, Jansen Melo, está preocupado com o futuro das escolas brasilienses. “Nem o GDF em si, muito menos a Secretaria de Cultura, nos deram mais atenção”, reclamou. “Contratamos muita gente. Tínhamos até uma equipe de costureiras que cuidavam das fantasias na Estrutural. Hoje, dependemos de eventos que não suprem as necessidades”, lamentou.
